Retina Destaque

Retinopatia Diabética: Tratamento em Manaus

Dr. Henrique Nossa

Oftalmologista | CRM-AM 6903 | RQE 3236

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Atualizado em 13 de junho de 2026
Retinopatia Diabética: Tratamento em Manaus

Retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em adultos. Entenda os estágios, sintomas, tratamentos e como prevenir a perda de visão pelo diabetes.

Aviso: Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico individualizado. Consulte um oftalmologista para orientação adequada ao seu caso.

Em Resumo

Retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em adultos. Entenda os estágios, sintomas, tratamentos e como prevenir a perda de visão pelo diabetes.

Retina Destaque

Retinopatia Diabética: Tratamento em Manaus

Dr. Henrique Nossa

Dr. Henrique Nossa

Oftalmologista | CRM-AM 6903 | RQE 3236

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Retinopatia diabética - Condição que afeta a retina de pacientes diabéticos

Retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em adultos. Entenda os estágios, sintomas, tratamentos e como prevenir a perda de visão pelo diabetes.

Muitos diabéticos só descobrem que a doença está destruindo seus olhos quando já perderam parte da visão — e não pode ser recuperada. O pior: isso é quase sempre evitável.

A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira em adultos em idade ativa no mundo. No Brasil, estima-se que mais de 30% dos diabéticos têm algum grau da doença — e a maioria não sabe. Como oftalmologista com mais de 12 anos de experiência em Manaus, vejo esse cenário com frequência. Este guia explica o que acontece com seus olhos quando o diabetes não é controlado e o que você pode fazer para evitar a cegueira.

O que é retinopatia diabética

A retina é o tecido sensível à luz no fundo do olho — funciona como o "filme fotográfico" que capta as imagens e as envia ao cérebro. Ela é irrigada por uma rede densa de pequenos vasos sanguíneos.

O diabetes provoca alterações químicas no sangue que danificam a parede desses vasos ao longo dos anos. Os vasos ficam permeáveis, sangram, formam novos vasos frágeis e anormais, e podem causar descolamento de retina. Resultado: perda progressiva e irreversível da visão.

O maior problema é que a retina não tem terminações nervosas para dor. O paciente não sente nada enquanto os vasos estão sendo destruídos — daí o apelido de "ladrão silencioso da visão".

Impactos da Retinopatia Diabética:

  • Principal causa de cegueira em adultos em idade ativa
  • Mais de 30% dos diabéticos têm algum grau da doença
  • Progressão silenciosa — muitos não percebem até estágios avançados
  • 90% dos casos de cegueira poderiam ser prevenidos com diagnóstico precoce
Exame de fundo de olho mostrando retinopatia diabética
Exame de fundo de olho é essencial para diagnóstico precoce da retinopatia diabética

Os 4 estágios da retinopatia diabética

Estágio 1 — Retinopatia não-proliferativa leve

Aparecem os primeiros microaneurismas — pequenas dilatações nos vasos da retina. Visão ainda normal. Detectável apenas por exame de fundo de olho. Tratamento: controle rigoroso do diabetes e acompanhamento oftalmológico.

Estágio 2 — Retinopatia não-proliferativa moderada

Mais microaneurismas, hemorragias puntiformes e exsudatos (depósitos de gordura e proteínas que extravasam dos vasos danificados). Ainda sem sintomas visuais na maioria dos casos. O risco de progressão aumenta significativamente.

Estágio 3 — Retinopatia não-proliferativa severa

Extensas hemorragias, anomalias vasculares e áreas de retina sem irrigação (isquemia). O risco de progredir para o estágio 4 em 1 ano é de 50%. Geralmente é indicado tratamento com laser preventivo.

Estágio 4 — Retinopatia proliferativa

O estágio mais grave. Vasos novos e anormais crescem sobre a retina e o vítreo (neovascularização). Esses vasos sangram com facilidade, causando hemorragia vítrea e podem tracionar a retina, causando descolamento. É uma emergência oftalmológica.

Atenção: Se você tem diabetes e percebeu manchas escuras, "moscas volantes" súbitas, sombra no campo visual ou perda repentina de visão — procure um oftalmologista no mesmo dia. Pode ser hemorragia vítrea ou descolamento de retina, situações que exigem tratamento imediato.

Sintomas — por que é traiçoeira

Nos estágios iniciais e moderados, a retinopatia diabética é completamente assintomática. A visão parece normal. O dano ocorre em silêncio.

Quando os sintomas aparecem, a doença geralmente já está avançada:

Sintomas Iniciais:

  • Visão turva ou embaçada (especialmente de perto)
  • "Moscas" ou pontos escuros flutuando
  • Dificuldade para enxergar à noite

Sintomas Avançados:

  • Cores desbotadas ou alteradas
  • Sombra ou perda de visão em alguma área
  • Perda súbita e significativa de visão (emergência)

É por isso que todo diabético precisa de exame anual de fundo de olho — mesmo sem sintomas. A avaliação de retina detecta a doença antes que qualquer sintoma apareça, quando o tratamento ainda é eficaz.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico é feito pelo oftalmologista com exames específicos:

Fundoscopia (Fundo de Olho)

Exame onde o médico examina a retina com lâmpada de fenda e lentes especiais, após dilatação da pupila com colírio. Detecta microaneurismas, hemorragias, exsudatos e neovascularização.

Tomografia de Coerência Óptica (OCT)

Imagem de alta resolução das camadas da retina. Essencial para detectar edema macular diabético — o acúmulo de fluido na mácula que causa distorção e perda de visão central. É o exame que define a necessidade e o tipo de tratamento.

Retinografia e Angiografia

Fotos da retina e mapeamento da circulação vascular com contraste. Identifica áreas de isquemia (sem sangue) e neovascularização.

Recomendação do Dr. Henrique Nossa: todo paciente com diabetes tipo 2 deve fazer o primeiro exame de fundo de olho no momento do diagnóstico. Diabetes tipo 1: a partir de 5 anos após o início da doença. Após isso, exame anual ou semestral conforme o estágio.

Tecnologia OCT — Tomografia de Coerência Óptica para diagnóstico de retinopatia
A OCT permite visualizar camadas da retina com precisão milimétrica

Tratamentos disponíveis

1. Controle metabólico (o mais importante)

Estudos como o DCCT e UKPDS demonstram que o controle rigoroso da glicemia reduz em até 76% o risco de progressão da retinopatia diabética. Pressão arterial e colesterol também precisam estar controlados. Nenhum tratamento oftalmológico substitui o controle do diabetes.

2. Injeções intravítreas de anti-VEGF

O tratamento mais moderno para edema macular diabético e retinopatia proliferativa. Medicamentos como ranibizumabe, bevacizumabe e aflibercept são injetados diretamente no olho (com anestesia local). Bloqueiam o VEGF — a proteína que estimula o crescimento dos vasos anormais. Múltiplas sessões são geralmente necessárias.

3. Fotocoagulação a laser

Laser aplicado na retina para destruir áreas de isquemia e selar vasos anormais. Pode ser focal (para edema macular) ou panretiniana (para retinopatia proliferativa). Não melhora a visão, mas estabiliza a doença e previne a progressão.

4. Vitrectomia

Cirurgia para casos graves: hemorragia vítrea que não clareou, descolamento de retina tracional, ou membranas epirretinianas. Remoção do vítreo e tratamento cirúrgico das complicações. Na Phocus Oftalmologia, casos que necessitam vitrectomia são encaminhados a centros especializados.

Prevenção: o que você pode controlar

A boa notícia: a maioria dos casos de cegueira por retinopatia diabética é evitável. O que você precisa fazer:

Medidas de Prevenção:

  • 1
    Controlar a glicemia: HbA1c abaixo de 7% reduz drasticamente o risco. Use o seu monitor de glicemia, siga a dieta e não abandone a medicação.
  • 2
    Controlar a pressão arterial: Meta abaixo de 130/80 mmHg. A hipertensão acelera o dano vascular na retina.
  • 3
    Exame oftalmológico anual: Mesmo sem sintomas. A detecção precoce permite tratar antes da perda visual.
  • 4
    Não fumar: O tabagismo reduz o fluxo sanguíneo retiniano e agrava a isquemia.
  • 5
    Controlar o colesterol: Exsudatos lipídicos na mácula são mais frequentes em diabéticos com dislipidemia.
  • 6
    Tratar a retinopatia cedo: Nos estágios iniciais, o tratamento é mais simples e mais eficaz.

Dado importante: 90% dos casos de cegueira por retinopatia diabética poderiam ser prevenidos com rastreamento e tratamento precoces. O exame anual de fundo de olho custa menos que uma consulta no pronto-socorro — e preserva algo que não tem preço.

Perguntas frequentes

Quem tem diabetes tipo 2 também tem risco de retinopatia?
Sim. O diabetes tipo 2 causa exatamente os mesmos danos vasculares na retina. Como muitos diabéticos tipo 2 ficam anos sem diagnóstico, frequentemente já chegam ao primeiro exame oftalmológico com retinopatia estabelecida. Por isso, o exame de fundo de olho deve ser feito imediatamente após o diagnóstico de diabetes tipo 2.
O tratamento com laser melhora a visão?
Na maioria dos casos, o laser não melhora a visão — ele estabiliza a doença e previne a piora. O objetivo do laser panretiniano é evitar que a retinopatia proliferativa cause cegueira. O laser focal para edema macular pode, em alguns casos, melhorar levemente a acuidade visual. Já as injeções anti-VEGF têm maior potencial de ganho visual.
Posso desenvolver retinopatia mesmo controlando bem o diabetes?
Sim, embora o risco seja muito menor. Após 20 anos de diabetes, quase todos os diabéticos tipo 1 e cerca de 60% dos tipo 2 têm algum grau de retinopatia, mesmo com bom controle. Isso reforça a importância do rastreamento anual independentemente do controle glicêmico.
As injeções no olho doem?
Com anestesia tópica (colírio), a maioria dos pacientes sente apenas uma leve pressão durante a injeção. O desconforto dura alguns segundos. Os olhos ficam um pouco vermelhos nos dias seguintes. A maioria dos pacientes que temem muito a injeção nos conta depois que foi bem mais tranquilo do que imaginavam.

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